Circula pelas redes sociais um post com o logotipo da rede Atacadão, acompanhado de um texto dizendo que a empresa vai doar 1 mil cestas básicas para famílias de cada um dos municípios brasileiros. Para participar, é necessário escrever o nome da cidade nos comentários da publicação. Na parte inferior da peça está escrita a seguinte frase: “Todos contra o coronavírus”.  Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:

“A empresa Atacadão, esta (sic) doando 1.000 cestas básicas para famílias de cada cidade do Brasil. Abra imagem! Comente sua cidade! Vamos entrar em contato! Todos contra o coronavírus”

Texto de imagem em post do Facebook que, até as 17h de 20 de março de 2020, tinha mais de 15 mil compartilhamentos

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A assessoria de imprensa do Atacadão informou, por e-mail, que a empresa não fará esse tipo de doação. O post tem erros de português, como colocação da vírgula separando o sujeito do predicado e falta de acento na forma verbal “está”. Além disso, o pedido para que os usuários escrevam o nome de sua cidade no post – o que garantiria a ajuda – e aguardem um contato posterior costuma ser uma das formas usadas para aplicar golpes na rede. 

Assim que o usuário faz o comentário, um chatbot entra em contato pelo Facebook Messenger dizendo que oferece um cartão com limite de R$ 1 mil para a compra de cesta básica. Depois, outra mensagem diz que a pessoa ganhou uma TV e que ela deve compartilhar a mensagem em cinco grupos do Facebook para garantir a premiação. Depois disso, é oferecido um cartão com R$ 1 mil para quem clicar em um link para um site externo, que poderá oferecer produtos ou extrair informações pessoais. 

Golpes semelhantes têm sido aplicados no Facebook desde o ano passado, oferecendo principalmente vagas de trabalho para quem comentar os posts. Atacadão, Havan, Localiza Hertz, Casas Bahia, Cacau Show, Vivo, Nespresso, Claro, entre outras, estão entre as empresas que tiveram seu nome usado para tentar fisgar internautas.

Fonte: Uol