O Ministério da Educação (MEC) decidiu, na tarde desta quinta-feira (20), adiar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por 30 ou 60 dias. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável por elaborar, aplicar e corrigir a prova.

O adiamento, que ocorre por conta da pandemia do novo coronavírus, vale tanto para a versão impressa quanto para a digital, e devem ocorrer em dezembro deste ano ou janeiro do ano que vem.

Para decidir qual o tamanho do adiamento, o Inep promoverá uma enquete junto aos inscritos para o Enem 2020, a ser realizada em junho, por meio da Página do Participante. 

As inscrições para o Enem 2020 seguem abertas até 23h59 dessa sexta-feira (22).

Aprovação anterior no Senado
Nessa terça-feira (19), o Senado já havia aprovado um texto-base do projeto de lei (PL) que adia a aplicação do Enem 2020 e de demais processos seletivos de acesso à educação superior, como vestibulares, devido à pandemia da covid-19.

De acordo com o Uol, os senadores ainda analisam sugestões de mudanças ao texto, mas o texto segue para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

O PL, que é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), prevê a prorrogação automática "das provas, exames e demais atividades de seleção para acesso ao ensino superior" em casos de calamidade pública ou de comprometimento do funcionamento regular das instituições de ensino do país.

Segundo o parecer do projeto elaborado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), essa prorrogação se dará até o momento em que estejam concluídas, em todo o território nacional, as atividades do ano letivo no ensino médio. Pelo parecer, o Inep fica autorizado a realizar todas as etapas preparatórias do Enem 2020.

Se aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o projeto adia o Enem marcado para novembro, porque o Brasil está em estado de calamidade pública até 31 de dezembro deste ano em razão da pandemia.

Entidades estudantis, secretários de educação e reitores de instituições de ensino defendem o adiamento do exame sob a justificativa de que nem todos os estudantes têm condições sociais e financeiras de manter os estudos durante a pandemia ou nem sequer têm acesso às ferramentas necessárias para o ensino a distância, como celular e computador com acesso à internet.

Fonte: Folha de São Paulo